ACUSADO DE SE PASSAR POR ADVOGADO É PRESO PELA POLÍCIA CIVIL DE BARRETOS EM INVESTIGAÇÃO DE ESTELIONATO E FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
A Polícia Civil de São Paulo, através da Central de Polícia Judiciária de Barretos, procedeu ao cumprimento de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão domiciliar resultante de investigações que apuram a conduta de um indivíduo que se apresentava falsamente como advogado para captação de clientes e até acompanhamentos em instituições públicas e procedimento oficiais.
O investigado, de 25 anos, estava sendo monitorado pela equipe da Polícia Civil e o caso tomou outras proporções quando uma vítima noticiou ter contratado os seus serviços, como advogado fosse, para acompanhar processo de prisão civil por débito alimentar e o investigado teria apresentado um documento, o qual alegava ser do referido processo, e que os valores ali constantes eram superiores aos que realmente estavam em débitos, levantando suspeita de adulteração.
Foi apurado que tal documento era uma manifestação do Ministério Público e semelhante ao que constava nos autos, mas com divergência dos valores, onde o investigado passou a exigir dos familiares do executado um valor superfaturado para a consequente expedição de alvará de soltura e assim apropriar-se da diferença.
A vítima ainda informou que o investigado afirmava ser advogado com inscrição na OAB de Alagoas e em processo de transferência para a OAB de São Paulo.
No decorrer das investigações também fora identificada outra vítima, que contratou os serviços advocatícios do investigado para ajuizamento de processo, porém nada oficialmente foi realizado.
Diante dos elementos e com a confirmação de que o investigado não possui inscrição na OAB de nenhum estado da federação, foi representado por sua prisão preventiva e expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar.
No final da tarde desta quarta-feira, 04 de fevereiro, a equipe de policiais civis localizou o investigado no bairro Vida Nova, em Barretos, onde também foi cumprido um dos mandados de busca e apreensão.
No local foram encontrados documentos com logo do poder judiciário em nome de possíveis vítimas e com numeração processual que diverge da ordinária, bem como documentos em branco com logo de Delegacia de Polícia, levando a suspeita de serem manipulados para ludibriar vítimas.
Também foram localizados uma carteira com emblema da OAB com escrita de “advogado”, carimbo em nome de um advogado e substância semelhante a droga sintética, cuja confirmação carece de exame pericial.
Ainda, foram apreendidos aparelho celular e notebook, visando aprofundamento das investigações e identificação de possíveis coautores.
O investigado permaneceu detido a disposição da Justiça.

Fonte: CSPC