POLÍCIA CIVIL DE BARRETOS DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA GOLPISTAS DO “FALSO GERENTE BANCÁRIO”

Nesta quinta-feira, 24, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da Central de Polícia Judiciária de Barretos, com apoios da DIG, DISE e DDM, realizou operação policial nas cidades de São Paulo-SP e São Bernardo do Campo-SP, para cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva decorrentes de investigação relacionada à prática de estelionatos eletrônicos mediante o golpe conhecido como “Falso Gerente Bancário”.

As investigações tiveram início após o registro de ocorrência envolvendo uma vítima da cidade de Barretos que sofreu prejuízo de mais de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais), sendo que o golpe teve início quando a vítima recebeu mensagem de texto informando a existência de supostos pontos acumulados junto à instituição financeira, passíveis de conversão em benefícios e com alegada data de expiração iminente e o acessar o link indicado a vítima passou a ser contatada por indivíduos que se apresentavam como funcionários do banco.

Em seguida, os criminosos informaram a existência de movimentações bancárias supostamente fraudulentas e, utilizando técnicas de engenharia social, convenceram a vítima de que seria necessário adotar medidas de segurança para proteger sua conta.

Durante contato telefônico realizado por aplicativo de mensagens, com compartilhamento remoto de tela, a vítima foi induzida a executar diversas operações financeiras sob o falso pretexto de cancelamento das transações suspeitas.

Ao final, foram realizadas transferências e pagamentos não autorizados em que os valores foram direcionados a contas indicadas pelos fraudadores, consumando o prejuízo patrimonial da vítima.

No decorrer das diligências investigativas, foram obtidos e analisados informações e elementos que permitiram a identificação dos integrantes do grupo criminoso e a vinculação dos investigados à estrutura utilizada para a prática das fraudes.

As apurações apontaram que os envolvidos atuavam de forma organizada, utilizando perfis falsos em aplicativos de mensagens, técnicas de engenharia social, compartilhamento remoto de tela e mecanismos de ocultação de identidade para lesar vítimas em diferentes localidades.

As diligências ainda revelaram vínculos entre os integrantes do grupo e antecedentes investigativos relacionados a crimes da mesma natureza.

Diante dos robustos elementos de autoria e materialidade colhidos durante a investigação, foi representado pela decretação da prisão preventiva dos investigados, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.

Durante a operação policial, foram cumpridos os sete mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos aparelhos celulares e notebooks e efetuada a prisão de uma investigada de 33 anos , sendo que outros dois investigados ainda permanecem foragidos.

A investigação aponta que o grupo integra associação criminosa especializada na prática reiterada de fraudes eletrônicas, existindo indícios de que outras vítimas possam ter sido lesadas pela organização criminosa, motivo pelo qual as apurações prosseguem para identificação de novos fatos, eventuais comparsas e possíveis vítimas ainda não identificadas.